5 melhores práticas mundiais do setor público em meio à pandemia

Como será a vida pós COVID-19?

Não há dúvida de que a sociedade pós-coronavírus será impactada por uma nova rotina social que afetará sua relação com outras pessoas, ambiente de trabalho, lazer e com o setor público. Esta crise expôs uma série de qualidades e fragilidades do setor público pelo mundo e aprender com essa experiência torna-se necessário para termos serviços públicos essenciais, cada vez mais focados na população que mais precisa. Com isso destaco abaixo, cinco pontos que definirão a atuação ideal do setor público daqui para frente.

1) Na palma da mão

As soluções via APPs disponibilizadas pelos governos durante a pandemia para a população tirar dúvidas sobre a doença, informar sua condição de saúde remotamente, ter acesso a pagamentos de renda básica, contratação de empréstimos entre outros, abriu uma nova frente que deverá se tornar um caminho valioso, ao conjugar praticidade, economia de custos e alta escala na entrega do serviço público.

2) Inovador, rápido, simples e desburocratizado

Os processos internos foram colocados a prova durante a pandemia do coronavírus, pois cada minuto e dia sem resposta significava um impacto muito grande na geração de dados para a tomada de decisão do próprio setor público, por isso os processos precisaram sair da caixa do conforto burocrático e, em muitos casos, serem reinventados cortando assim as etapas desnecessárias. O fato de não termos tido atendimento presencial nas repartições, mas os muitos serviços continuarem a disposição da população, a burocracia já perdia força com a otimização dos fluxos internos dos processos e com o uso intenso da tecnologia.  

3) Digital

A tecnologia foi fundamental para que o setor público pudesse superar os obstáculos do dia a dia com as quarentenas pelo mundo. O uso intenso da tecnologia permitiu que a administração pública não parasse com os sistemas internos digitais, assim como nas interfaces na ponta para atingir o maior número de pessoas. Tivemos experiências positivas com a telemedicina, o aumento do fluxo de solicitações pela web/apps e como os sistemas de TI não colapsaram, assim como as aulas virtuais (EaD) para os alunos da rede pública. A obsessão por serviços digitais deve ser cultivada no ambiente de trabalho do setor público daqui para frente.

4) Remoto

O trabalho remoto a qualquer hora e em qualquer lugar, ou seja, que transcende o presencial nos prédios públicos, colocou a prova toda a capacidade de entrega do setor público a população. Vimos legislativos pelo mundo atuando em sessões virtuais, aprovando leis e regras necessárias para o combate ao coronavírus e seus efeitos na economia. Criação de centros de gestão integrados de crise remotos, pois as situações reais estavam acontecendo nas cidades e eram reportadas aos estados e a união, integrado assim os diversos sistemas e dados disponíveis.

5) Integrado

Imprescindível a atuação integrada das diferentes esferas do poder executivo (municipal, estadual e federal) e dos poderes institucionais para a criação, coordenação e atuação das ações e políticas públicas de maneira efetiva e rápida. Isso evita ações confusas ou divergentes e compartilha responsabilidades legais e morais entre os poderes e executivos, diminuindo ruídos políticos em prol da população, principalmente a mais vulnerável que será a mais impactada durante a crise.

Evidente que nem todos os países foram impecáveis em todos esses quesitos, muitos foram exemplos em um ou dois pontos, e outros simplesmente não conseguiram colocar em práticas nenhum deles, mas essas foram as melhores práticas diante das inúmeras adversidades da crise sanitária, crise econômica e restrição de mobilidade social pelo mundo. Não há mais espaço para um setor público moroso, reativo e desorganizado. Aprender, questionar e propor novas abordagens, ao mesmo tempo, nesta crise obrigou o setor público a ter um caráter proativo, ou seja, passando a antecipar os problemas ao trabalhar com dados em tempo real e contando com soluções práticas e rápidas e que ajudem a todos de maneira uniforme e sem falhas. Um caminho sem volta que só ajudará a sociedade.

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