O Coronavírus vai quebrar a economia brasileira?

Para responder isso precisamos entender melhor com o que estamos lidando. O Brasil levou 17 dias para atingir os 100 primeiros casos de Coronavírus, porém levou 2 dias para ter 200 casos e 5 dias, a partir do centésimo caso, para chegar na casa dos 300 casos. Ou seja, a velocidade do contágio é muito alta.

Com isso observando a disseminação pelo mundo, vimos outros casos de maior controle na curva de contágio.

Esses países que controlaram a velocidade da curva de contágio adotaram mais cedo as medidas de restrição social, como restringir horários de circulação na rua, acesso a aparelhos públicos e privados que concentrem grupos de pessoas, mobilidade urbana pública e privada reduzida, acesso apenas a supermercados, farmácias e hospitais.

Essas medidas restritivas de circulação da população visam diminuir o ritmo de avanço do contágio, uma vez que 80% dos casos são assintomáticos e assim uma pessoa ao não apresentar os sintomas pode achar que não tem o vírus e continuar circulando e tendo contato com outras pessoas e contaminando muitas pessoas. 

Outro problema é que a letalidade do vírus aumenta significativamente em idosos, diabéticos e hipertensos. Assim há um perigo real de pane no sistema de saúde, caso o número de contaminados forem superiores ao número de leitos, como ocorreu na Itália, onde hoje as autoridades médicas vivem o cruel dilema de escolher quem irá ser internado e quem ficará à própria sorte.

Dado isso o Brasil precisa ir na direção de Coreia do Sul e Cingapura onde as pessoas com suspeita ou confirmadas já são isoladas rapidamente e as medidas de restrição são muito duras ou como a OMS fala medidas agressivas de restrição social. Isso implica necessariamente em impacto negativo na economia como um todo, pois o trabalho nas fábricas e lojas estará ameaçado com as restrições de mobilidade.


Como então manter a produção nesses casos?

Há de se encontrar um meio termo para não paralisar totalmente a economia como acontece na Itália. Ao poder público (federal, estadual e municipal) cabe reduzir o impacto na economia abrindo mão temporariamente de cobranças tributárias de PJ e PF, dando liquidez as pequenas e médias empresas que são os maiores empregadores e com caixa mais fragilizado em tempos de crise, precisamos aumentar a capacidade dos bancos privados em conceder crédito às empresas, assim como implantar em definitivo programas viáveis e desburocratizados de microcrédito para os empreendedores da base da população, inclusive com os bancos públicos de fomento. Compras públicas para as micro e pequenas empresas, aumentar a base atendida de vulneráveis em programas como Bolsa Família, uma vez que essas pessoas dependem majoritariamente dos trabalhos informais que sofrerão queda nos pedidos.

É o momento do Estado desburocratizar, eliminar regulações anacrônicas, cortar privilégios e penduricalhos e orientar os gastos para as áreas essenciais, neste caso a Saúde e a Ciência aplicada.

Portanto não se trata de adiar as duras medidas que são necessárias. Trata-se de encarar de frente o problema. A vida é dura, com ou sem crise, portanto agora é imprescindível manter o foco em Soluções, sempre com a Responsabilidade e o Bom Senso de todos.”

MEDIDAS SOLICITADAS AO GOVERNO DE SP

MEDIDAS DE URGÊNCIA encaminhadas para o Governo de São Paulo para atenuar a grave situação econômica, as indicações a seguir:

1) Garantir que as linhas de crédito disponibilizadas às empresas do estado de SãoPaulo, por meio do Banco do Povo e Banco Desenvolve São Paulo, sejam proporcionais ao seu faturamento e livres para emprego em qualquer necessidade da atividade empresária;

2) Prorrogar, inicialmente, pelo prazo de 60 dias, o pagamento de ICMS devido pelas empresas do estado de São Paulo;

3) Prorrogar, inicialmente, pelo prazo de 60 dias, o pagamento de ICMS-ST pelas empresas do estado de São Paulo; e(iv)Abster-se, inicialmente, pelo prazo de 60 dias, da exigência de tributos por meio de cobranças judiciais e extrajudiciais

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